13 Reasons Why: Após polêmica com suicídio, Ministério Público recomenda boicote

13 Reasons Why13 Reasons Why (Foto: Reprodução)

'13 Reasons Why', série da Netflix que retrata o suicídio chegou causando uma enorme polêmica. Em meio a discussões sobre o tema, principalmente após o surgimento do 'Desafio da Baleia Azul', que incita crianças e adolescente ao suicídio, a série vem causando um certo desconforto. Tanto que o Ministério Público da Paraíba emitiu um alerta contra a produção.

Nesta semana, o órgão publicou um texto para elucidar os perigos de "jogos e seriados que induzam jovens à banalização do bullying, suicídio e assédio sexual", incluindo a produção norte-americana na lista, ao lado do jogo Baleia Azul, que tem preocupado autoridades no Brasil e em outros países.

O Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente e da Educação (Caop-CAE) do MPPB argumenta que a série tem o poder de induzir crianças de adolescentes vulneráveis a cometer ações de autoflagelação e, por isso, "não deveriam assistir à série, por conter cenas muito impactantes", de acordo com a promotora de Justiça Soraya Escorel.

A série foi considerada imprópria para menores de 18 anos na Nova Zelândia. O Escritório de Classificação de Filmes e Literatura fez uma publicação explicando as razões pelas quais classificou de tal maneira, afirmando que a Netflix não seguiu os parâmetros mundiais estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para representação saudável do suicídio. Além disso, considera que a cena em que Hannah se mutila na banheira de casa é quase "instrucional".

Preocupada com as críticas, a empresa chegou a anunciar uma série de medidas para amenizar as preocupações. De acordo com a Netflix, novos avisos de conteúdo explícito serão incluídos antes do primeiro episódio, assim como a alteração de cenas antes dos capítulos com o link para o site 13reasonswhy.info, que contém informações sobre como buscar ajuda para pessoas que sofrem de depressão ou problemas similares.

Quem deseja procurar ajuda pode solicitar atendimento pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 72 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail.

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