Avião que causou acidente de Angélica e Luciano Huck não deveria ter decolado

Luciano e Angélica Luciano e Angélica (Foto: Divulgação)

O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do Comando da Aeronáutica, apontou que o avião em que Angélica e Luciano Huck embarcaram, e tiveram que fazer o pouso forçado, estava indisponível para operar.

Segundo informações, a aeronave não tinha condições de voo, porque dois equipamentos fundamentais, entre eles o gravador de voz, estavam inoperantes. O laudo indica ainda falha da tripulação. Na aterrissagem, o apresentador fraturou uma vértebra e a apresentadora teve lesão abdominal. Eles estavam acompanhados dos filhos e babás, que nada sofreram.

Segundo o relatório, tanto o piloto como o copiloto não cumpriram o checklist. "A condição em que foram encontrados os manetes de potência, hélice e combustível dos motores, associada aos relatos de passageiros que viram a hélice do motor esquerdo rotacionando em molinete, revelam que os procedimentos previstos em checklist para o caso de falha do motor em voo não foram seguidos", aponta o documento. Após o susto, a família recorreu à terapia para se livrar do trauma. O problema no avião só foi notado pela tripulação 12 minutos depois.

Ainda de acordo com o relatório, com a troca de sensores, os pilotos não puderam usar o combustível que estava na asa direita. Isso só é possível porque uma válvula cruzava os sistemas dos dois lados do avião. Assim, o combustível pode ser fornecido de uma mesma asa para ambos os motores ou, em outra possibilidade, com o motor em pane, sua alimentação poderia ocorrer em funcionamento com o combustível da asa oposta. O documento indica ainda que havia cerca de 320 litros de combustível na asa direita e nada na asa oposta. Depois do acidente, Angélica agradeceu o fato de ser se salvado e Huck acrescentou que passariam a comemorar duas vezes o aniversário.

O laudo ainda aponta que a empresa de táxi-aéreo dona da aeronave pressionava seus pilotos a decolar sempre que possível. Quando um profissional se recusava, era substituído, mesmo que temporariamente por um outro sem vínculo com a empresa. Os pilotos também eram orientados a não notificar "não conformidades" e nem tinham acesso às cadernetas tanto da hélice, como da célula e do motor. A empresa também é acusada de não fazer manutenção nem equipamentos não essenciais. E muito menos treinar seus pilotos na aeronave envolvida no pouso forçado. Eles só passavam no treinamento em um modelo parecido e com custo menor em relação às horas de voo.

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