Âncora do JN registra queixa contra radialista por homofobia

Matheus RibeiroMatheus Ribeiro (Foto: google)

Âncora do Jornal da Anhanguera, da TV Anhanguera, afiliada da Globo, Matheus Ribeiro foi alvo de comentários homofóbicos após a sua estreia na bancada do noticiário. Ele chegou a protocolar uma notícia-crime no Ministério Público Federal contra o radialista Luiz Gama.

Tudo aconteceu após o radialista insinuar, fazendo uso de várias palavras de baixo calão, que o jornalista só teria conquistado um espaço no Jornal Nacional, jornal de maior audiência do Brasil, após ter revelado ser homossexual.

Ribeiro estreou no noticiário no dia 9 de novembro do ano passado, e quatro dias depois o profissional do rádio fez o comentário. 

“Putz! Onde o Brasil vai parar? Um apresentador de telejornal de qualidade média virou a bola da vez no jornalismo nacional só porque revelou que sua rosquinha está à disposição. A qualidade profissional que se f…”, escreveu Gama nas suas redes sociais na ocasião.

“Fiz o que cada um de nós deve fazer diante de manifestações que incitam o ódio e a violência. Depois do avanço que foi a equiparação da homofobia ao racismo, não podemos ser omissos na hora de exigir do Estado a punição contra esses excessos. Como jornalista, sou um defensor radical da liberdade de expressão, mas também me sinto obrigado a lutar contra qualquer tipo de discriminação”, revelou Matheus.

Gama chegou a apagar o post, mas prints já haviam sido salvos e viralizado. O advogado de Ribeiro, Ricardo Sidi, disse à reportagem que o objetivo é levar o caso para a esfera penal, na qual a pena máxima é de 3 anos de reclusão.

“É muito provável que essa pena, se aprovada, possa ser revertida em prestação de serviços comunitários, que é um praxe de nossa Justiça para casos em que o réu é condenado a menos de cinco anos de prisão. De qualquer modo, levaremos até o fim para que a sociedade entenda que homofobia é crime e que casos como o de Matheus, meu cliente, sejam cada vez menos frequentes”, afirmou.

Com a notícia-crime protocolada no Ministério Público, o próximo passa é levar o caso para a Justiça Federal, o que pode fazer com que Luiz Gama responda uma ação penal. 

“Não visamos uma indenização, e tampouco abriremos espaço para uma conciliação”, explicou Sidi.

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