Daniela Mercury sobre homossexulidade: ‘Não é uma escolha! Somos porque somos’

Daniela MercuryDaniela Mercury (Foto: google)

Após revelar publicamente a homossexualidade e o casamento com a jornalista Malu Verçosa, a cantora Daniela Mercury vem se popularizando nos últimos anos como ativista da causa LGBTIQ+. Na retomada do julgamento sobre criminalização da homofobia nesta quarta-feira, 23, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o casal estará no tribunal em Brasília para tentar sensibilizar os ministros.

Após quatro votos favoráveis, o Supremo deve formar maioria para enquadrar a discriminação contra a população LGBT como uma forma de racismo. O julgamento já se estendeu por quatro sessões do tribunal e foi interrompido em 21 de fevereiro.

Os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin acompanharam o entendimento do decano do STF, ministro Celso de Mello, relator de uma das ações que apontam omissão do Congresso Nacional no enfrentamento do problema.

Nesta quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, por 20 votos a 1, um projeto que criminaliza a homofobia, mas que faz uma exceção para garantir a liberdade religiosa.

Um grupo de parlamentares queria pedir ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) para solicitar ao STF a suspensão do debate na Corte, para esperar o avanço da discussão no Legislativo.

A cantora respondeu aos questionamentos do jornal O Estado de S. Paulo por e-mail, defendendo que o respeito à diversidade seja ensinado nas escolas. Se isso não ocorre, segundo ela, há riscos de a sociedade encarar a questão como tabu, compactuando com sofrimento, bullying, assassinatos e suicídio da população.

“Não devemos ter vergonha de falar de sexo. Temos que ter vergonha do discurso de ódio e da violência contra os LGBTIQ+ no nosso País, que lidera vários rankings mundiais”, defende a cantora.

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