João de Deus entra na lista da Interpol

João de DeusJoão de Deus (Foto: google)

João Teixeira de Faria, o João de Deus, acusado de abuso sexual, é considerado foragido e teve o nome foi incluído na lista da Interpol. A classificação é dada pelo Ministério Público e pela Justiça. O prazo para que ele se entregasse terminou às 14 horas deste sábado.

A prisão preventiva de João de Deus havia sido autorizada no fim da manhã da sexta. Depois da decisão, advogados do líder religioso iniciaram uma negociação com a Polícia Civil: 

"Já foi concedido um prazo, buscas já foram realizadas. Estão reunidos todos os elementos para que ele seja considerado foragido da Justiça", disse o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, Luciano Miranda Meireles.

A Secretaria de Segurança Pública havia emitido uma nota informando que não havia prazo para que ele fosse considerado foragido.

O delegado geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes de Almeida, que lidera as negociações com a defesa do médium, disse acreditar que ele não está em Goiás. O advogado de defesa de João de Deus assegurou que ele deverá se entregar, mas não disse quando.

Uma das possibilidades é de que integrantes da Polícia Civil sejam encaminhados até o local onde o médium está para que a prisão preventiva seja formalizada. A intenção de advogados é preservar a imagem do cliente. Uma vez preso, ele seria levado para Goiânia, onde faria o interrogatório. "Será longo, detalhado. Há um grande número de relatos e informações que precisam ser questionadas", afirmou o delegado geral. Para o MP, são pequenas as chances de que ele se entregue neste sábado.

Desde que a prisão preventiva foi realizada, a Polícia Civil afirma já ter procurado o médium em mais de 20 endereços. Na casa dele de Goiás, no entanto, as buscas não foram feitas. Os endereços já investigados estão sob sigilo. "Há pontos que também estão sendo vigiados", disse o delegado geral.

A Força Tarefa montada para investigar as denúncias de abuso sexual que teriam sido cometidas pelo médium já reuniu mais de 330 relatos em vários Estados do País. Mulheres que se dizem vítimas também se apresentaram em seis países. João de Deus atende cerca de 10 mil pessoas por mês, das quais 40% são estrangeiras. Os abusos teriam sido cometidos depois do atendimento espiritual feito pelo médium.

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